segunda-feira, 14 de junho de 2010

#0001 - Introdução (Chapter I - Part one: Description)

Gaktak estava sentado, pensativo, na borda do planalto do Castelo de Araii, um dos 5 castelos situados nos únicos planaltos - ou elevações de terreno - no Reino das Grandes Planícies de Aranae. Os seus cabelos brancos - resultado de ser filho de dois necromantes - desalinhavam-se com o vento forte. Gaktak fechou os seus olhos vermelho-vivos - outro resultado da natureza dos seus pais - e inspirou o ar puro e frio que fazia contraste com o ar quente que se respirava na planície.
De repente, a dor no antebraço assaltou-o novamente. Ele tirou o braçal do seu antebraço esquerdo e levantou a manga do seu robe de linho negro e dourado, revelando um antebraço extremamente envelhecido...

-"Humph... isto é o que dá quando me tento juntar aos Paladinos... Tento conjurar um Fogo Sagrado e PUMBA! Aquela porra faz ricochete!"- Pensou Gaktak e com razão: É absolutamente impossível a um Necromante - ou o filho de um - fazer Magia Sagrada sem pagar um preço para além de Maná... Embora funcional, o seu antebraço esquerdo tinha ficado com aspecto envelhecido e doía-lhe constantemente. A princípio, nem sequer conseguia pegar num broquel, mas agora, ele só notava a dor quando se desconcentrava... Já se tinha habituado...

Tinha agora que se concentrar em afastar a dor, mas a própria não o permitia, por isso, ele teve que , com um feitiço de congelamento bastante básico, arrefecer ligeiramente o antebraço (ele não se conseguia concentrar o suficiente para congelar o antebraço totalmente, mas ao menos o feitiço daria para alguns minutos). Gaktak, para além de ser um necromante, também tinha aprendido a utilizar várias armas, tendo-se especializado em espada de mão e meia (mais conhecida por espada bastarda), tal como as Artes dos Elementos ou Elementalismo; assim, se algo corresse mal enquanto praticava as Artes Negras, ou se estivesse a lutar lado-a-lado com alguém sem revelar o facto de ser um necromante, pois a necromancia era proibida no Reino de Aranae, sempre tinha algo com que se defender.

Em seguida, Gaktak olhou para um amuleto que tinha ao pescoço: Era de cabedal negro, losângular, com uma estrela de seis pontas inserida num hexágono, inserido numa circunferência, tudo a branco. Tinha-lhe sido dado pelos Paladinos...

Continua na próxima parte

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RISE!!!

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