quarta-feira, 16 de junho de 2010

#0003 - Introdução (Chapter I - Part two: Flashback - Act Two)

Gaktak fechou os olhos e concentrou-se, e, de repente, ele viu-se numa grande superfície azul, com uma grande esfera negra no centro. Seria aquilo a sua alma? Não, não poderia. Então, Gaktak correu de encontro à esfera, numa tentativa de entrar. No momento do embate, em vez de se deparar com algo duro era antes… cremoso? Era húmido e escuro e deixou-o entrar como uma mãe abraça o seu filho, abrindo os braços e envolvendo-o. Gaktak continuou a correr pelo que lhe pareceu uma eternidade, tentando, ou encontrar o centro, ou sair daquele Inferno escuro. Em seguida, calor, uma pequena luz. Ele correu em direcção ao branco no meio daquela escuridão. Ao chegar à fonte da energia luminosa, ele encontrou uma outra esfera, pelo menos duas vezes maior do que aquela que a envolvia. Como poderia aquilo ser? Gaktak não quis saber: calmamente, andou ao encontro da esfera e deixou a luz envolvê-lo.

Gaktak abriu os olhos e estendeu os braços, com as palmas das mãos viradas uma para a outra, donde duas faíscas emergeram, e, quase imediatamente se desenvolveram numa gigantesca chama de puro branco.
-“Muito bem!” – exclamou o examinador –“Das maiores chamas que já vi! Muito be…” – o examinador suspendeu a fala ao presenciar a cena:
Dos antebraços de Gaktak, dois vultos negros emergiram e envolveram lentamente a chama branca, tornando-a em fogo negro, de seguida, a chama recolheu-se rapidamente no antebraço esquerdo de Gaktak. Durante todo o procedimento, Gaktak gritava de agonia, e, no fim, desmaiou.

Uma hora ou duas depois, Gaktak acordou no quarto onde tinha passado a noite. Dois homens de robe branco – provavelmente médicos – e o examinador estavam ao pé da cama.
-“Uh… a minha cabeça…” – Gaktak levantou-se – “Creio que chumbei, certo?”
-“Está certo… infelizmente.” –
respondeu o examinador – “Tome este amuleto: tem carga para só um Fogo Sagrado ou qualquer outra Magia Branca. Por isso, pense bem em quando a usar, porque, quando a carga acabar, mais uma vez, gastará mais do que Maná para invocar a magia… Enquanto ao seu antebraço esquerdo, fizemos tudo o que podíamos…”
Gaktak levantou a manga e ficou horrorizado com o seu antebraço esquerdo envelhecido.
-“Deverá de começar a sentir dor dentro de alguns dias” – o examinador dirigiu-se agora para os médicos – “Por favor, senhores, devolvam a este senhor os seus pertences e escortem-no à saída."

***Fim do Flashback***

Gaktak inspirou outra vez o ar puro do planalto, suspirou, e, em seguida, murmurou:
-“Bela Merda…”

Fim do Capítulo I
Contínua no próximo Capítulo
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RISE!!!

1 comentário:

Ronald disse...

Epá, muito bem Gaktak tens aqui o embrião de uma consciência!
A nível lírico julgo seres portador de um dom estético bem apurado, investe nisso!
A nível literário ainda tenho que ler mais (posta!), mas pelo menos tens descrições bem porreiras!

Gabate!