segunda-feira, 21 de junho de 2010

#0006 - Viagens (Chapter II - Part One: The Beginning - Act Three: Storm)

Por volta da hora sétima do dia, começou a Grande Tempestade: os violentos ventos contrários não eram tão maus como fabulados... mas isso tinha explicação: durante a noite, parte da tripulação ficou acordada a fazer manobras, de forma a evitar o maior aglomerado de nuvens e o respectivo centro da nuvem principal. Quanto às correntes, a sorte já não foi assim tão boa... tal como contadas, as correntes fortes queriam-nos afastar da sua rota. Chovia torrencialmente e o tempo entre um relâmpago e o respectivo trovão era entre os 2 e os 15 segundos. O tamanho das ondas oscilava ente os 10 e os 12 metros. Quase toda a tripulação, juntamente com grande parte dos passageiros, remava com os 40 grandes remos de madeira maciça, enquanto a restante tripulação e passageiros estavam distribuídos pelo leme, pelas bombas d'água e todo o emaranhado de cordas das velas. Embora tivessem velas triangulares, que lhes permitiam navegar à bolina, e não estivessem no centro da tempestade, tinham que remar.

E assim continuaram, horas a fio, a combater a tempestade, até que, por volta da hora nona da noite, as bombas d'água deixaram de conseguir acompanhar o ritmo e várias quebraram-se... Gaktak sabia que era hora de agir: ele largou a sua bomba d'água, que já se tinha quebrado, e subiu ao convés. Concentrou-se e meditou... não havia outra maneira de aguentar o navio a não ser ao tirá-lo da água. Tendo em conta o Maná disponível, que era bastante, os seus limites físicos e mentais, o peso do barco, a altura a que o barco iria levitar (a cerca de 12 metros acima do mar) e o facto de ainda ter que contrariar o vento, a magia ainda duraria entre uma a três horas, dando assim tempo para evacuar ordeiramente o barco e de fazer as que poderiam bem ser as suas últimas preces...


Continua no próximo acto
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RISE!!!

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