quinta-feira, 24 de junho de 2010

#0008 - Viagens (Chapter II - Part Two: Sunken)

Gaktak quebrou o estado de Claridade e voltou ao Plano Material. Com a sua alma de volta ao seu corpo, Gaktak ergueu os seus braços para o Céu e olhou para cima. Em seguida entoou:
-"Oh Deusas Eternas do Vento, ignorai as Regras Universais e levantai-me até ao Sol! Retirai as correntes que me prendem ao chão e dai-me asas! Destruí os laços que me prendem à terra e elevai-me! LEVITA!"
O barco levitou até à altura pretendida, e, em seguida, Gaktak baixou os seus braços, e, com o seu braço direito, fez um gesto tal como se estivesse a empurrar alguém. Rapidamente, gritou:
-"IMPULSO!"

O barco começou a mover-se em direcção ao seu destino.

-"Quanto é que isso irá durar jovem?" - perguntou o Capitão do navio.
-"Entre uma a três horas... mas o mais provável é não passar da hora e meia..." - respondeu Gaktak -"É melhor começarem a evacuar o mais rápida e ordeiramente possível... Ainda são bastantes pessoas."
Assim dito, assim feito. Ao fim de uma hora, já estava tudo pronto para largar os botes salva-vidas e tentarem salvar as suas vidas. Os danos no barco estavam para além do reparável: Mais de metade das bombas d'água estavam destruídas, o mastro principal estava rachado e grandes buracos marcavam o casco. Ao fim de mais uma hora, Gaktak desmaiou, quase morto: na verdade, estava só extremamente cansado: tinha gasto todo o seu Maná juntamente com o que tinha retirado do Plano Elemental, e também estava demasiado cansado para retirá-lo do seu meio circundante.
Infelizmente, os outros não sabiam disso e tomaram-no como morto, abandonando-o à sua sorte.

Quando aterrou, os botes salva-vidas caíram das laterais do barco e fizeram-se ao mar... Pouco depois, o barco começou a afundar, mas, antes de conhecer a sua molhada e profunda campa, o que restava do barco foi despedaçado e as únicas provas da existência prévia daquele navio eram alguns aglomerados de tábuas, pouco maiores que uma pessoa. Gaktak encontrava-se a flutuar em cima de um desses aglomerados, agarrado por uns braços etéreos, só visíveis por alguém que já tivesse alcançado o Plano Universal (plano onde se encontram todos os planos Mágicos). Nos meses passados, Gaktak e Ifrii tinham a praticado a materialização de Ifrii, utilizando o Maná dela para o efeito. Ela ainda só conseguia materializar os braços, mas, por agora, serviam.

Gaktak acordou, dois dias depois. As ondas, o vento, e as correntes fortes, para a sua sorte, levaram-no para fora do raio de acção da Tempestade. Viu um barco, aparentemente intacto e, com o Maná que recuperou nos dois dias de inconsciência (que era pouco, sendo só o suficiente para o acordar), lançou uma quantidade considerável de água para o ar, rebentando quando chegou a cerca dos 20 metros de altura, sinalizando a sua posição. Em seguida, voltou a desmaiar, exausto e com os braços de Ifrii ainda a agarrá-lo fortemente à sua "jangada". Algumas horas depois, Gaktak voltou a acordar, agora num quarto do respectivo navio, com um homem e uma mulher debruçados sobre ele.


Continua na próxima parte


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RISE!!!

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