segunda-feira, 14 de junho de 2010

E assim flutuo neste mar de nuvens...

***Este poema foi escrito por mim, para um trabalho da disciplina de Filosofía de 10º ano, sobre a Eutanásia, para a parte dos argumentos a favor***
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E flutuo neste mar de nuvens,
O mundo terreno, já o deixei,
O meu corpo ainda vive,
Mas eu já o abandonei.

E assim flutua a minha alma,
Entre a vida e a morte,
Já não controlo o meu corpo,
Não fosse esta a minha sorte.

Oh!
Mas a dor!
Essa ainda a sinto!
Aquele ardor...
*argh!* O meu corpo!
O ressinto...

Mas porquê?
Porque não me desvaneço?
Será aquele amor à vida?
Mas porquê? Se me entorpeço...

Mas aqui ainda flutuo,
Será que aquela cura nunca mais chega?
Será que o prolongado sofrimento é em vão?
Será que eu e os meus sofremos futilmente?

Vem, meu anjo de uma só asa,
Leva-me até aos céus,
O meu terreno corpo deixo,
Cedo-o às cinzas, e a Deus...

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Rise!

9/6/2010

6 comentários:

Angel of Death disse...

Hum... gostei da última parte, contraria a ideia de ser um anjo a levar-te para os céus, sendo desta vez um anjo de uma só asa, um anjo caido (porque eles so têm uma asa) ^^ muito bem, gostei!

Gaktak disse...

podia sempre usar só anjo, mas não encaixava no tempo que tinha criado...

Angel of Death disse...

Nao, acabou por ficar muito bem assim, gostei da criatividade (inda dizem que os jogos não servem pa nada xD)

Ronald disse...

Sempre que leio este poema vêem-me arrepios à espinha! Muito bem Gaktak, para além de necromante, bardo ainda és!

Angel of Death disse...

Porque te vem arrepios á espinha Ron? Está muito bom, o texto... E já agora, Necromante é só na história...

Gaktak disse...

Deixa tar Angel, eu percebo-o... não podes ser assim tão literal... ^^ (Bem, e eu só estou a responder a isto agora... XD)