quinta-feira, 5 de maio de 2011

Intersecção III

Pois é, e a torneira continua aberta! Isto, digamos de passagem, está a fluir muito melhor que o DayDreamer, que ainda só vou na 2ª página... enjoy


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Primeiro, uma lixadela: um desastre aqui, um cataclismo acolá, e, claro, uns poucos atentados nos sítios onde eles mais passavam. Agora sim, Destino tinha uma boa tela branca onde expressar a sua arte. Depois, a primeira demão: em gentil conluio, os verdes primaveris encontram a suave brisa do Verão. Mais uma camada, e os cinzentos invernais são substituídos pelos castanhos e amarelos outonais. Mas ainda o branco subsiste no rosa-pálido das flores de cerejeira. E, finalmente, a última camada, onde a subtil harmonia de cores dos frutos maduros iça bandeira à sua doçura, e a das flores ao seu néctar.

Destino sabia que não demoraria muito até os seres que habitavam aquele mundo voltarem a cobrir de cinzento o fresco recém-pintado de Destino. Logo, ele teria de ser rápido a agir. Pelo menos não se teria de preocupar com os Outros: esses já se tinham farto daquele plano de existência e tinham passado para outros, entretendo-se. Até Gaia, aquela que ama todos os frutos de seu ventre o tinha abandonado.

Agora, era só pôr o seu plano em prática... Três... Dois... Um... e mais um choque.


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RISE!!!

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