sábado, 17 de novembro de 2012

Anotações.

Sem saber o que pensar,   (Ou pensar sem saber…) 
Se há-de fugir,                     (Quer-se escapar a alma…) 
Se há de ficar. 

E enquanto vê o tempo a passar,    (Ver o rio a passar no seu leito…) 
Pergunta-se se o mundo terá de mudar. (Não deveria haver ali uma curva?)
 
Não, não mudará,        (Nada muda.) 
Ele somente,                 (Somente ele mudará.) 
Ele sapiente,                 (Sapiente? Quiçá.) 
Do Fado que virá.        (Somente sabe que a Morte chegará.) 

Ele somente mudará,                       (Não nos repetiremos mais, 
À medida que o tempo passa,          que a vida é curta, 
A Vida toda, curta e fraca,                 e o tempo passa…) 
E no fim, o óbolo que ficará.           (Quem pagará ao barqueiro?) 

Tudo vai e nada fica,                            (O tempo é finito, 
À medida que o Criador explica,        mas isso já estava escrito.) 
O Tudo-Nada que acabará.                (E nós, não ficamos?) 

Quem for e quem ficar,                         (Não, mas outros sim.) 
Quando tudo isto acabar,                      (Os ponteiros param de girar…) 
Será que terá vontade de começar?    (Quem dará corda ao Tempo?) 
(Será?)


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